Oídio na vinha: o pó cinzento que estraga o cacho
Ao contrário do míldio, gosta de tempo seco e abafado. Saiba reconhecer, quando começar e como usar bem o enxofre.
Como se distingue do míldio
O oídio aparece como um pó cinzento-esbranquiçado sobre folhas, varas e bagos, sem a mancha de óleo típica do míldio.
Instala-se com calor moderado (20-27 °C) e ar abafado, mesmo sem chuva. Por isso ataca sobretudo o interior de sebes densas e as parcelas mais abrigadas do vale.
Sinais no campo
Folhas com aspeto encarquilhado e pó ténue na página superior; nos bagos, manchas acinzentadas que depois fendem e deixam a grainha à vista.
Bagos fendidos são porta de entrada para a podridão cinzenta — um problema de oídio mal resolvido transforma-se em Botrytis à vindima.
Momentos-chave de tratamento
As intervenções decisivas fazem-se entre o cacho visível e o fecho do cacho. Depois do pintor, o controlo é muito mais difícil.
O enxofre continua a ser a base: barato, eficaz e sem risco de resistência. Aplique com temperatura amena (evite acima de 30 °C) e boa cobertura do cacho.
Erros comuns
Tratar só a folhagem exterior e esquecer a zona dos cachos; repetir sempre o mesmo modo de ação sistémico; e desfolhar tarde de mais, quando o ar já não circula.
Perguntas frequentes
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